Terça-feira, 20 de Março de 2007

A Estrutura E8

Solucionada uma das estruturas mais complexas da matemática
Um grupo de investigadores norte-americanos e europeus conseguiu decifrar, após quatro anos de esforços, uma das estruturas mais complexas da matemática, descoberta no século XIX, anunciou hoje o Instituto Americano das Matemáticas.

«Este feito é importante não só por fazer avançar os conhecimentos matemáticos de base, como por facilitar os cálculos de computador necessários para resolver problemas complexos», afirmou Peter Sarnak, professor de matemática na Universidade de Princeton e presidente da comissão científica daquele instituto.

«A descodificação desta estrutura, chamada E8, poderá ter aplicações na matemática e na física que só descobriremos daqui a vários anos», acrescentou.

A solução do mistério da estrutura será hoje à tarde objecto de uma apresentação pública no Instituto de Tecnologia do Massachusetts (MIT), em Boston. O E8 é um exemplo de um «grupo de Lie», um conceito descoberto em 1887 pelo matemático norueguês Sophus Lie para estudar a simetria.

«Compreender as representações do E8 e de um grupo de Lie é essencial para compreender fenómenos em numerosas disciplinas matemáticas e da ciência, como a álgebra, a geometria, a teoria dos números, a física e a química», explicou Peter Sarnak.

A descodificação do E8, acrescentou, «será de grande utilidade para os matemáticos e físicos das próximas gerações».

O projecto E8, a que foi dado o nome de «Atlas dos grupos de Lie e as suas representações», mobilizou 18 investigadores no mundo inteiro, sob o patrocínio do AIM e da Academia Nacional Americana das Ciências. «Desde a sua descoberta há mais de um século e até agora, pensava-se que ninguém era capaz de compreender o E8», afirmou o principal responsável do projecto, Jeffrey Adams, professor de matemática na Universidade de Maryland.

A dimensão e a natureza dos cálculos para decifrar o enigma são da mesma ordem de grandeza do projecto de sequenciação do genoma humano, que contém todas as informações genéticas e cujo tamanho é de pelo menos um gigaocteto (mil milhões de informações).

Para fazer estes cálculos foram usados 60 gigaoctetos, ou seja o equivalente à memória de 45 dias de música contínua guardada num formato MP3, segundos investigadores ligados ao projecto.

Escritas em folhas de papel, todas as equações e cálculos usados cobririam uma superfície equivalente a Manhattan.

Diário Digital / Lusa

19-03-2007 13:09:00

publicado por Fernando Roriz às 15:42
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