Quarta-feira, 13 de Setembro de 2006

Professores em Portugal

  Começam mal pagos, recebem mais no topo
Os professores portugueses são dos que menos recebem no início da profissão, entre os docentes dos 30 países da OCDE, mas integram os mais bem pagos quando atingem o topo da carreira.

De acordo com o relatório «Panorama da Educação 2006», da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), os docentes portugueses do Ensino Básico e Ensino Secundário ganham pouco mais de 15 mil euros anuais nos primeiros anos de trabalho, menos cerca de 5.500 euros do que na média dos países analisados. Com ordenado inferior estão apenas os professores da República Checa, Hungria, México, Nova Zelândia, Turquia e Polónia, estes últimos com o salário mais baixo (cerca de 5 mil euros por ano), numa tabela de vencimentos liderada pelo Luxemburgo, Alemanha, Dinamarca e Estados Unidos, os países que mais pagam .

A meio da carreira, com 15 anos de experiência, os docentes portugueses
continuam a receber menos do que a média da OCDE, ainda que a diferença seja já menos significativa, uma situação que se altera apenas quando atingem o topo da carreira. Nos escalões mais elevados, onde se encontram cerca de metade dos 180 mil professores em Portugal, o cenário muda radicalmente, uma vez que os docentes passam a ser dos que mais recebem, auferindo anualmente cerca de 39 mil euros, em média mais 3 mil do que o geral.

A diferença é ainda mais significativa nos professores do 1º e 2º ciclos, cujo ordenado é superior à média verificada nos países da OCDE em mais de 5.500 euros. Nesta fase da carreira, os professores portugueses são apenas ultrapassados em termos de vencimento pelos colegas de países como a Áustria, Alemanha, Irlanda, Japão, Coreia, Espanha e Suiça, numa lista liderada pelo Luxemburgo, que paga aos docentes com mais experiência um vencimento superior a 91 mil euros anuais.
Professores
Prémio de mérito e melhores salários
Na abertura de um novo ano lectivo ameaçado por uma «rotura negocial» entre professores e Governo, a tutela anuncia algumas novidades. A criação de um prémio de mérito é uma delas e a melhoria de salários no início da carreira é outra
VISAOONLINE    13 Set. 2006
O primeiro-ministro, José Sócrates, anunciou na terça-feira, em Conceição de Faro, a criação este ano lectivo de um prémio nacional para os professores, que valorize o seu papel na sociedade e que distinga «o mérito dos bons professores». O chefe de Governo apresentou o prémio como «uma homenagem à condição de professor».

Num discurso centrado na valorização do papel dos profissionais do ensino e das gestões escolares, José Sócrates afirmou que a instituição do prémio - cujos termos em concreto não referiu - é «um sinal claro de que o Governo deseja fazer um apelo a toda a comunidade educativa para que melhore e evolua, para servir melhor os alunos».

José Sócrates evidenciou as novidades para este ano, nomeadamente a colocação dos professores por um período de três anos, que considerou ser «uma reclamação de há muito das escolas, das famílias e dos professores». Defendeu o conceito de «escola a tempo inteiro», recordando que, «há um ano atrás, as escolas do 1º ciclo não tinham refeições, nem aulas de inglês e novas tecnologias, nem formação em matemática dos seus professores».

O optimismo do primeiro-ministro contrasta com o descontentamento dos 13 sindicatos de professores que estão a discutir com o Ministério da Educação a revisão do Estatuto da Carreira Docente e que na terça-feira admitiram uma «rotura negocial», caso a tutela mantenha uma postura de intransigência e inflexibilidade.

Para os sindicatos, o novo Estatuto da Carreira Docente implica que os professores ganhem até menos 50% de ordenados ao longo da carreira. Em entrevista ao Diário de Notícias, a ministra da Educação admite esta quarta-feira que com a proposta em cima da mesa o Governo não vai gastar mais do que está a gastar actualmente, mas garante que a tutela está a «tentar fazer com que o salário dos professores à entrada seja significativamente superior ao que é actualmente».

«Para mim, um dos maiores problemas do actual estatuto é que organiza a carreira num pressuposto que me parece errado. Quando se entra, ganha-se menos de mil euros e trabalha-se muito», critica Maria de Lurdes Rodrigues, ao diário.
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publicado por Fernando Roriz às 11:08
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